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29/11/2019

Grupo Tangará adapta conhecimentos do circo de lona para circo atual

Grupo Tangará adapta conhecimentos do circo de lona para circo atual

De família tradicional circense, acostumado a viajar para vários estados brasileiros e outros países, levando a arte e a cultura, Carlos Tangará, do Grupo Tangará, de Londrina, avalia que o circo social trouxe uma contribuição muito positiva para o setor. Através deste trabalho, a arte circense  ganhou mais presença no dia a dia das pessoas nas cidades e foram disseminados conceitos arraigados entre as famílias circenses. 

“O circo é muito inclusivo. A gente percebe alguns movimentos, como na capoeira, ou no hip hop, por exemplo, que só permanecem aqueles que realmente se identificam com esta arte. O circo é mais democrático e inclusivo. Se a criança não se dá bem no malabares, pode se destacar nas acrobacias e saltos. Se é mais forte, ergue os demais, se mais pequena, sobe e assim por diante. Todo o trabalho é feito em equipe. Um precisa do outro para fazer um determinado exercício e o outro está aí para ajuda-lo. Acho que isso é o mais importante de tudo, a maior contribuição do circo”, destaca ele. “O circo puxa todos, resgata a autoestima, a autoconfiança, o trabalho em equipe”.

Ele também ressaltou a importância deste trabalho na formação de novos profissionais, através de escolas de circo, e na permanência destas pessoas nas suas comunidades, tornando esta arte mais duradoura. “Antes o circo vinha, ficava alguns dias e ia embora. Hoje estes profissionais permanecem onde moram, interagindo e tornando a arte circense mais presente”, diz ele, observando que existem projetos sociais em diversas partes do  pais, assim como boas escolas de formação pelo Brasil afora. Graças a isso hoje existem vários profissionais que são exportados para outros países com um custo acessível.

Carlos Tangará, que nos áureos tempos do circo cedeu muito café para garantir passagem em regiões com guerrilheiros na Colômbia, deixou de itinerar em 2002, estabelecendo-se em Londrina. Ele decidiu parar um tempo para permitir que a filha caçula fizesse a sua faculdade. Passou a dar um suporte mais efetivo a um grupo que trabalhava com circo social na cidade, levando a engenharia circense e também a metodologia de treinamentos. A escolha, segundo ele, foi necessária devido a necessidade de adaptação, diante dos custos elevados para viajar para diversas regiões com o grupo.

“Hoje eu continuo tradicional, mas trabalho com um grupo que tem uma visão mais contemporânea na formação e na montagem dos seus espetáculos. Eles são adaptados para utilizar espaços alternativos para as apresentações, uma vez que não é mais possível contar com uma estrutura circense de lona. É preciso fazer um espetáculo que possa se adaptar a um local que não tenha um pé direito elevado ou a ancoragem necessária para fazer uma acrobacia aérea. O importante é o conhecimento e o embasamento para fazer as adaptações necessárias para trabalhar nestes espaços”, ressalta.

Na sua visão,  é esta capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças que mantém o circo de pé até hoje. “O circo sempre sobreviveu porque teve a capacidade de se adaptar aos novos tempos, se adequar as novas situações. Hoje sem o apoio público ou privado é impossível viajar com 15 a 20 carretas, levando toda a estrutura”, afirma. Por conta disso, ele passou por adaptações e tem a capacidade de se encaixar em diversos eventos, como em shows corporativos de empresas, eventos sociais privados e públicos, aniversários da cidade, Natal entre outros, produzindo eventos artísticos com as ferramentas e técnicas circenses.

Fase do circo

Conforme Carlos Tangará, o circo passou por diversos momentos e crises. Ele lembrou os tempos áureos, nas décadas de 20 e 30, quando os circos eram recebidos por autoridades públicas, que entregavam a chave da cidade, e que o imperador do Brasil era frequentador assíduo de um circo fixo que existia no Rio de Janeiro. Nas décadas de 20 e 30, o teatro e a música eram muito fortes.

A chegada da tevê, que retirou muitos artistas da lona, levando a música e o teatro, exigiu a primeira grande adaptação do circo. As acrobacias aéreas, até então muito pouco desenvolvidas, pela estrutura frágil, ganharam mais espaços. Os animais passaram a fazer parte dos espetáculos e o sistema foi reformulado. Ao invés de dois meses, os circos começaram a permanecer menos tempo, cerca de dez dias, pois os espetáculos eram mais repetitivos e já não encantavam tanto o público.

Mais recentemente, a proibição de uso dos animais, sob o pretexto de maus tratos, o que ele contesta, levou a uma nova virada, com a recuperação e valorização dos artistas e seus números. Segundo ele, muitos animais mantidos hoje em residências são menos cuidados que os animais de circo. A proibição no entanto, serviu para a valorização do artista e da dedicação destes profissionais . “São pessoas que dedicam boa parte da vida em treinamentos, para apresentações de três a quatro minutos”.

A XIII Mostra de Circo Social e VI Festival Nacional de Circo de Toledo é uma realização da prefeitura de Toledo, Secretaria de Educação, Escola Municipal Anita Garibaldi/Circo da Alegria e Circo Ático e conta com o apoio das secretarias municipais de Assistência Social, Cultura, Esporte, Comunicação, Administração e outros parceiros.

 

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Fonte: TOLEDO | CIDADE PORTAL | SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL TOLEDO/PR

Grupo Tangará adapta conhecimentos do circo de lona para circo atual
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