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Política

14/12/2018 | Concebido por Goioerê

Assessora de Bolsonaro trabalhava como personal trainer de celebridades durante expediente na Câmara

Assessora de Bolsonaro trabalhava como personal trainer de celebridades durante expediente na Câmara

Personal trainer de celebridades no Rio de Janeiro, Nathália Queiroz foi citada no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações bancárias irregulares do seu pai, Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). A profissional também fazia parte do quadro de funcionários do gabinete do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e atendia aos famosos durante o horário de expediente na Câmara dos Deputados. 

Nathália começou a trabalhar para o clã Bolsonaro em 2007, para Flávio. A personal trainer era vice-liderança do PP, partido do senador eleito à época. De 2011 a 2016 esteve lotada no gabinete do parlamentar. Seu salário era de R$ 9,8 mil. A substituta da jovem, de 29 anos, foi a sua irmã, Evelyn, que recebia o mesmo salário.

No mesmo ano em que deixou o posto de assessora de Flávio, em dezembro, Nathália foi nomeada secretária parlamentar do presidente eleito. Tinha, então, vencimentos de R$ 10 mil. Ela foi exonerada do cargo em outubro de 2018, mesma época em que seu pai deixou o gabinete de Flávio Bolsonaro.

Segundo relatório do Coaf, Nathália repassou ao pai, Fabrício Queiroz, R$ 84 mil entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. No mesmo período, recebeu R$ 89 mil, em valores líquidos. 

Em fotos divulgadas em sua conta no Instagram, Nathália Queiroz ostentava os clientes. Postou fotos ao lado de figuras notórias, como Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso. Ela trabalhava na clínica de Márcio Tannure, chefe do departamento médico do Flamengo. De acordo com um dos clientes atendidos por Nathália, a personal é "extremamente competente e atenciosa". "Sempre atendeu muito bem", frisou. A personagem disse ainda que, certa vez, escutou da profissional que ela tinha "ligação com a família Bolsonaro", mas que ela não entrou em maiores detalhes.

A suspeita é de que a personal trainer, bem como Fabrício Queiroz e os demais assessores do clã Bolsonaro, estivessem envolvidos em um esquema de 'rachid', que consiste no repasse de parte do salário em troca da manutenção do cargo. No entanto, apenas a quebra do sigilo bancário poderá comprovar tal.

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Fonte: GOIOERÊ | CIDADE PORTAL | Jornal do Brasil

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