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04/05/2021 | Concebido por Goioerê

Cenas de horror e gritos por socorro: professora relata desespero durante ataque a creche em SC

Cenas de horror e gritos por socorro: professora relata desespero durante ataque a creche em SC

Aline trabalha no local no período da tarde e já estava de uniforme quando ouviu as colegas pedindo ajuda

A invasão à uma escola na cidade de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira, 04, que deixou três crianças e duas profissionais mortas, chocou os moradores da região.

Em entrevista Aline, que é agente educacional da creche no período da tarde e mora próximo ao local do crime, contou que ouviu gritos de socorro. Ela já estava uniformizada para o trabalho e correu para fora de casa para saber o que estava acontecendo.

"Escutei gritos de pedidos de socorro, eram muito fortes. Aí eu saí e vi as minhas colegas pedindo socorro, para ligar para polícia. Eu consegui ligar, mas não consegui falar nada, só pedi socorro" – relata a profissional.

Ela conta ainda que as funcionárias da creche começaram a levar as crianças feridas para a porta da unidade, e que chegou a levar um menino ferido para o hospital. Sobre o trabalho na unidade, ela disse que, por conta da pandemia, poucas crianças estavam indo para o ensino presencial.

"As crianças só estão indo meio período, então não tinham muitas crianças. A gente nunca esperava que alguém entrasse ali e fizesse uma coisa dessas".

Bastante abalada, a jovem contou ainda que conversou com colegas que conseguiram salvar outras crianças do ataque:

"Colegas minhas que trabalham com a turma dos bebês bem pequenos, elas viram que estava acontecendo alguma coisa, levaram as crianças para o fraldário e esconderam todas embaixo do mármore. Aí uma outra professora ficou segurando a porta. Ele (o jovem que cometeu o ataque) tentou abrir mas acabou desistindo. Elas fecharam tudo para se proteger e conseguiram salvar".

Sobre o sentimento que toma conta da cidade e como será o retorno ao trabalho após essa tragédia, Aline desabafa:

"Vai ser difícil voltar, não sei como vai ser porque entrar lá e lembrar das cenas de horror e pedidos de socorro que ficam ecoando na cabeça da gente vai ser muito difícil".

 

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Fonte: GOIOERÊ | CIDADE PORTAL | NSC TOTAL

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