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23/11/2020

Diagnóstico precoce aumenta a chance de cura do câncer infantojuvenil

Diagnóstico precoce aumenta a chance de cura do câncer infantojuvenil

No dia 23 de novembro, é celebrado em todo Brasil o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA) são estimados neste ano 8.460 novos casos da doença no país. Apesar dos tratamentos terem mostrado um notável progresso nos últimos anos, muitas crianças ainda chegam aos hospitais com a doença em estágio avançado, reduzindo as chances de cura.

A pandemia da covid-19 é um dos fatores que tem influenciado negativamente e aumentando os casos diagnóstico tardio da doença. “Infelizmente estamos observando que crianças com suspeita de câncer estão chegando aos Centro de Referência com a doença avançada, diferente dos anos anteriores. O câncer é uma doença grave e diante desse cenário, os pais devem procurar atendimento médico o mais rápido possível se a persistência de sinais e sintomas”, ressalta a oncologista pediátrica, Carmem Maria Costa Mendonça Fiori.

A boa notícia é que, atualmente, as chances de cura são superiores a 70%, se o diagnóstico for precoce, o tratamento adequado em hospitais especializados e com profissionais qualificados no atendimento e acompanhamento desses pacientes.  O câncer pode atingir qualquer faixa etária e surgir em diversos locais do corpo da criança. Os mais frequentes são: leucemia, câncer na cabeça e ínguas (Linfomas). O menos frequentes: tumor no rim, na supra renal, tumor ósseo, no musculo, tumor no olho, tumor de fígado, de testículo/ovário e outros.

A médica Carmem Fiori, destaca que é preciso que os pais e os profissionais da saúde estejam em alerta quanto aos  sinais e sintomas, entre eles,  o mal estar generalizado, palidez (anemia), dor de cabeça/vômitos, dor nas juntas ou nos ossos, febre sem causa específica, aumento das ínguas, manchas roxas em locais livres de pancadas (como costas e nuca); mancha branca no olho, mancha roxa ao redor do olho.

A persistência desses sinais e sintomas, após um tratamento especifico, poderá servir de alerta para a possibilidade de câncer. A criança deve ser reavaliada e deve prosseguir a uma avaliação clínica mais detalhada e realização de exames para esclarecimento do diagnóstico.

Patrícia de Fátima Morais Lucci, mãe da Maria Vitória Morais Lucci, descobriu em 2014, que a filha de três anos estava com Leucemia linfoide aguda (um tipo de câncer do sangue e da medula óssea que afeta os glóbulos brancos). “Nunca passou pela minha cabeça que seria câncer, quando a pediatra pediu vários exames com urgência eu fiquei assustada, mas logo veio o resultado que era leucemia”, ressaltou a mãe.

Foram dois anos de tratamento de quimioterapia e atualmente Maria Vitória realiza acompanhamento na Uopeccan de Cascavel. “No início foi difícil lidar com a situação, meu chão se abriu e só pedia para Deus curar a minha filha. Graças à Deus recebemos um atendimento maravilhoso na Uopeccan, só tenho de agradecer toda equipe pelo carinho e dedicação”.

O desafio do diagnóstico precoce

Uma das maiores dificuldades do diagnóstico precoce na criança é a “confusão” de sintomas, que a princípio podem ser associados a patologias benignas, comuns da idade. No caso do câncer, o que chama a atenção é a persistência desses sinais. O problema é que até surgir a suspeita do câncer, vão sendo administrados medicamentos ou terapias convencionais, o que acaba atrasando o diagnóstico pontual e contribui para a evolução da doença.

Um outro fator primordial é o “olho dos pais”, que no dia-a-dia devem observar o comportamento, as queixas e as características atípicas que possam ocorrer com a criança. A observação apurada dos pais pode ser decisiva para o diagnóstico rápido, assim como a atenção dos profissionais da saúde no alerta de que pode ser câncer. O encaminhamento precoce para uma avaliação especializada pode ser fundamental para o aumento de chance de uma criança e do adolescente com suspeita de câncer.

No entanto, nem todas as suspeitas são câncer. Por isso a importância da avaliação do especialista em Oncologia pediátrica em caso de suspeita diagnóstico. O oncopediatra, é o profissional que fará avaliação para confirmar ou não a suspeita diagnostica de câncer.

 

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Fonte: TOLEDO | CIDADE PORTAL | UOPECCAN

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